Os preços
Depois de uns dias de descanso em terras indonésias, de
abrir e fechar as malas, de gastar dinheiro em algumas roupitas, está na hora
de voltar à rotina habitual.
Há que preparar tudo para regressar a Maliana. Fazer as
compras é uma delas. Hoje vou falar de preços:
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Leite- é difícil encontrá-lo. Quer seja de soja
ou de vaca, o preço é proibitivo e pode variar entre 1,95 dólares e 2,50
dólares. A bebida de soja custa 3, 60 dólares o litro.
É um roubo! Mas é necessário
importá-lo e o transporte encarece o produto.
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Iogurte-habitualmente não há. Há dias encontrei
iogurtes caseiros ao módico preço de 1,90 dólares cada.
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Queijo-pode variar entre os 16 e os 40 dólares o
quilo. Uma exorbitância!
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Tinta para o cabelo de uma marca conhecida custa
12,50. Há outras muito mais baratas mas não conheço.
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Outra marca de repelente-por aqui são mais
baratas do que em Portugal mas descobri que os mosquitos conseguem sempre
encontrar um espaçozinho da minha pele que não tenha repelente, para pousarem e
sugarem o meu sangue em troca de uma qualquer substância que me injectam na
pele e me causa uma comichão danada.
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Pão-por aqui vende-se só pão de forma um pouco
adocicado ou então um pão semelhante ao de leite. De vez em quando até sabe bem
mas…que saudades de um pão de Mafra ou de Rio Maior, p.ex. Por vezes, uma
colega faz pão em casa mas a qualidade da farinha não permite confeccionar um
bom pão. A farinha além de não ser de qualidade, nem sempre está nas melhores
condições de higiene e de armazenamento e, por vezes, há surpresas.
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Carne-difícil de encontrar por aqui. A caminho
da escola, costumamos ver o “talho” aberto. Sim, todo aberto, só uma banca com
uma cobertura onde repousa a cabeça do animal para identificar a sua
proveniência. Já comi mas não sei de onde veio. Por vezes, é difícil de
mastigar.
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Peixe-Em Díli, vi e comi peixe delicioso mas as
condições em que ele é colocado à venda no mercado de rua, não são as melhores.
Em Maliana, vende-se por vezes, umas sardinhas, por sinal, sem um pingo de
gordura ou então peixe seco de tamanho variável e que deita um cheiro…
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Batatas-Raramente as comemos. Além de caras (5
pequenas batatas custam um dólar) por vezes, não são de boa qualidade.
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Cenouras-5 pequenas cenouras a 1 dólar
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Chuchu-Bons e baratos (1 dólar dá para 5
unidades)
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Cebolas- Uma mão cheia delas custam 1 dólar.
Pois, sim mas o seu tamanho é igual ao de um dente de alho. Já tenho saudades
de uma bela cebolada. De vez em quando vejo cebolas grandes mas muito caras (aos professores vendem-nas a 1 dólar cada uma mas aos médicos cubanos já vendem a 75 cêntimos do dólar)
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Alho-uma mão cheia a 1 dólar.
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Mandioca-1 dólar chega para pagar aproximadamente
5 mandiocas. São baratas.
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Batata-doce- 1 dólar por 4 ou 5 bons exemplares.
Junto com a mandioca e o chuchu são a base das nossas sopas.
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Mostarda-hortaliça semelhante à nabiça que
comemos na sopa ou num estufado. Relativamente barata a “lima por cem” 2
molhos, ou seja, cada molho custa 0,25 do dólar.
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Feijão verde- fino e comprido nem sempre
compramos porque, por vezes, é duro
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Banana – normalmente são muito boas de 2 ou 3
variedades e relativamente baratas: 1 cacho com 16 bananas custa aproximadamente
1 dólar.
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Papaia-poucas vezes se encontram no mercado e,
ou são muito verdes e se podem guisar (ainda não experimentamos) ou são muito
maduras e estragam-se facilmente, a 1 ou 2 dólares cada.
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Ananás-em janeiro ainda se encontrava no mercado
mas agora é difícil e custam cerca de 2 dólares cada um (pequenos) e são pouco
saborosos
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Anonas- 5 custam cerca de 1 dólar
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Graviola-muito boa a cerca de 1 dólar cada uma
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Goiaba-só ainda comprei uma vez na praia-penso
que a 1,50 dólar o saco com mais ou menos 8 peças.
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Melancia-pouco doces. Só mesmo para matar
saudades.
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Manga-desde janeiro que não aparecem no mercado
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Papaia (grande)- 2 dólares
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Sal- aproximadamente entre 0,40 e 0,75 dólares/1kg
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Café-não consumo mas parece ser de fraca
qualidade a 3, 50 dólares/ kg
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Azeite português – cerca de 9 dólares o litro ou
um pouco mais barato se for de marca branca
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Água-1 garrafa de 1,5l custa cerca entre 0,40 e
0,70 dólares
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Latas de chouriço da Nobre a 9,50 dólares cada
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Lata de cozido da Nobre a 10,50 cada. De vez em
quando, são a base para alguns petiscos como, por exemplo, uma feijoada. Se a
Nobre soubesse o que conseguimos inventar com uma lata destas!
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Cogumelos secos-muito saborosos e nutritivos.
Por vezes, substituem a carne que não temos. São relativamente baratos e rendem
bastante. Um saco a 1,50 dólar.
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Frangos-só congelados e há os de vários preços
dependendo do tamanho mas não são nada económicos.
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Nestum mel-3,50 dólares
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Cereais-2,50 (cornflakes) 4,75 (muesli)
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O aluguer de um quarto-400 dólares
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O aluguer de uma casa normal pode chegar aos
1600 dólares mensais
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O vinho português é caríssimo e pode custar
quase 10 vezes mais do que em Portugal
Estes preços são apenas identificativos e não me vinculam a eles, pelo
que podem variar mas não muito. A maioria dos produtos comprados no mercado,
são quase sempre a um dólar. Se for na rua, depende da perícia no ato de
regatear o preço, se for aqui nas lojas, pode depender do dia, da semana, da
necessidade de quem compra, etc.
Por aqui, quase tudo é caro. Até os hotéis: caros e com poucas
condições (claro que me refiro àqueles que custam 40 dólares a noite). Outros
há que não são para a minha bolsa. Passar um fim de semana em Dili não é barato
(alojamento, alimentação e transporte).
Em Díli, anda-se de táxi e o preço é negociável. Em Maliana,
há táxi-mota. Uma viagem de jipe de Díli até aqui são 200 dólares (3h de
viagem) ou 9 dólares de biskota (mini autocarro superlotado tanto dentro como
fora, em cima, de lado etc.) e demora cerca de 6h.
Há preços para naturais de Timor e para os “malai”
(estrangeiros) muito mais caros.
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| Recolha de água |
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| Vacas na praia |
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| Peixe seco à venda no mercado de Maliana |
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| Apanhando amêijoa |
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| Posto de abastecimento de combustível |
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| A estrada para Díli em obras |
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| Peixe fresco à venda na rua num mercado em Díli |
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| Um jantar nas Gilli |
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| Descacando o ananás |
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| Vendendo bolos no mercado em Maliana |
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| Cebolas e alhos numa banca do mercado |
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| Um petisco feito com produtos Nobre |












Artigo muito interessante. Como é possível que num país tão pobre, os preços sejam esta exurbitância! Mas como é uma necessidade, não dá para evitar.
ResponderEliminarGostei de ver na lista alimentar novos petiscos exóticos, como as anonas, graviola, goiabas, mandioca!
Acho que a Nobre gostaria mesmo de saber o que vocês fazem com as latinhas deles! Que tal enviar-lhes um e-mail a contar as experiências culinárias?
Beijinhos