É bom descansar
É bom voltar
É bom surpreender os outros
É bom abraçar
É bom encontrar as pessoas queridas
Mas é necessário retornar
A viagem de regresso a Portugal não podia deixar de ter algo para contar. O atraso verificado no avião que partiu da Indonésia originou um episódio que vos quero contar. À chegada a Singapura, já estava um grupo de funcionários à nossa espera para nos levarem ao terminal de partida para Frankfurt. Chamados à pressa, rapidamente nos instalaram num carro que percorreu os imensos corredores “alcatifados” do aeroporto, por entre lojas de luxo. Ultrapassadas todas as formalidades relacionadas com os controles rigorosos das pessoas e da bagagem de mão (o check-in já tinha sido feito pelo pessoal do aeroporto), entramos num A380, um verdadeiro monstro da aviação.
Com esta pressa toda, suspeitámos logo que algo iria correr mal. E assim foi. Ao chegar a Lisboa, verificámos que a bagagem tinha ficado em Singapura onde deveria ter transitado para o novo avião. Feita a devida reclamação, só teria sido entregue ao 3º dia da minha permanência em território português.
Feitas as visitas indispensáveis, umas idas até à praia, uns almoços e jantares de pratos que há 6 meses não saboreava, eis que são horas de regressar. A viagem de volta é mais longa. É imprescindível pernoitar em Bali por causa das condicionantes de Dili (os aviões não aterram à noite). No dia seguinte, mais um voo e uma viagem na biskota até aqui. Esperavam-me os meus meninos a quem ofereci uma corda para saltarem nos intervalos.
Ficaram muito felizes e todos os dias é a mesma pergunta :
“professora, posso emprestar corda?”
“ quem responde “posso” sou eu. Tu deves dizer “pode””
“professora, pode emprestar a corda?”
“assim está bem. Posso.”
(raio do verbo que é difícil de conjugar…)
Tenho outras pequenas lembranças para lhes dar.
Gosto muito deles. Têm um óptimo comportamento. Os alunos portugueses deveriam aprender com eles o significado das palavras “amizade” e “respeito”.
São uns amores.
Choraram muito no último dia do período passado e, por mais que lhes dissesse que voltaria, as lágrimas não paravam de correr por aquelas faces lindas.
Vou ter saudades e irei recordá-los para sempre com muito carinho.
Foi muito bom partilhar estes momentos únicos =)
ResponderEliminarPois é
ResponderEliminarEstá bem está
Escolheste vir a Portugal quando sabias que eu não estaria...
Não se faz
Um beijinho para ti