sábado, 30 de março de 2013

Após uns deliciosos dias de descanso, há que regressar à rotina de um fim de semana em Dili.
Que diferença entre estes dois países! Timor precisa de mudar muito para conseguir crescer em todos os aspetos.  A vida aqui é muito mais cara do que no país ao lado e a qualidade de vida é muito inferior. Regressei à dificuldade em arranjar bens de consumo tanto em qualidade como em quantidade e diversidade. Regressei às estradas de difícil circulação, ao clima que me parece ser mais quente e húmido, as ruas apenas iluminadas pela luz que sai das habitações, etc.
Um dos alimentos que esperava encontrar em Bali era o iogurte. Foi uma decepção! Além de não ser fácil de encontrar é muitíssimo caro. Por aqui o consumo de leite e seus derivados é mínimo e estes petiscos têm de ser importados da Europa ou Austrália o que os faz encarecer muito.  Hoje procurei iogurtes e leite. Do primeiro nem sinal, do segundo encontrei num supermercado mas a um preço quase proibitivo:1, 95 dólares. Mas tenho de o comprar para levar para Maliana pois lá só existe em pó. E as saudosas maçãs que vêm da China  e são a cinquenta cêntimos cada uma! Tenho de me contentar com as deliciosas bananas timorenses.
Ontem foi sexta feira santa e quase todo o comércio estava fechado. Hoje havia lojas abertas mas alguns organismos não abriram por causa da tolerância de ponto da quinta feira passada e da segunda feira que há de vir. Ao tentar visitar o museu da Resistência, deparei-me com as portas fechadas. Fica para uma outra vez.
Amanhã irei passar o domingo na praia. Será a última oportunidade antes de regressar às montanhas, ao trabalho e à próxima vinda a Dili.
Entretanto, começamos a pensar no que fazer num qualquer próximo fim de semana: ir às ilhas de Jaco e de Ataúro, assim o S. Pedro o permita e feche as torneiras do céu por algum tempo. Sim, por Maliana tem chovido muito e se bem que nos faça muita falta a água da chuva, a mesma não nos permite fazer outra coisa que não seja casa, trabalho, casa.

3 comentários:

  1. Olá Maria de Deus. Apesar de todas as saudades dá perfeitamente para ver como tens conhecido sítios lindíssimos, alguns parecem o paraíso que todos nós, de vez em quando, precisamos de estar. Continua a dar notícias que nós gostamos de saber de ti. Um grande beijinho e com regresso ao trabalho.
    Sandra Baptista

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  2. Fernando Louro Alves2 de abril de 2013 às 23:22

    Então espero que tenhas tido uma Páscoa muito feliz... aí no meio da chuva e da humidade...
    Beijinhos

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  3. Amiga,
    Sinto-me mal cmg mesma por não te ter escrito neste blog, sobre as tuas últimas crónicas de Bali, mas honestamente tenho andado melancólica.
    Não é só desânimo pela situação decrépita a q o n/ país chegou, mas é também pelo tempo chuvoso e húmido que nos ataca e às n/ culturas.
    Gostei, como sempre das tuas descrições/narrativa (agora aqui usa-se mt o termo "narrativa" ainda q impropriamente, numa alusão explícita a Sócrates que a utilizou na badalada entrevista que deu na semana passada).Pudera! ora se ele anda a estudar Filosofia, como não usar esse termo???
    Gostei igualmente da foto do teu pequeno-almoço, que me fez crescer água na boca. Foi um pequeno almoço à maneira. São os meus pequenos almoços de eleição. Adoro-os. Só lá faltava os ovos mexidos e bacon pra ser completo. Nem preciso almoçar.
    Era assim qd vivi em Moçambique. Tinha sempre meia papaia ou manga e sumo de abacaxi ou de laranja com ovos mexidos ou então flocos de aveia com leite.
    Qt a nesses países não haver leite ou derivados, não te esqueças q eles são praticamente macrobióticos ou vegetarianos e só bebem leite em crianças. Durante a vida substituem o leite por soja. As mulheres asiáticas não sofrem de osteoporose, como é do conhecimento geral.
    Eu até q acho óptimo, mas o diabo do queijinho é q me ia fazer mt falta.
    Mas pelo q vejo ai em Timor nem uma coisa nem outra.
    Olha já agora vou dizer-te q ao ler o pasquim cá da terra soube q D. Ximenes Bello esteve aqui perto numa igreja de Chão de Couce a celebrar uma missa, q por coincidência tem o altar-mor com um enorme quadro do pintor Malhoa q viveu ali perto em Figueiró dos Vinhos.
    Outra notícia. A ARQA vai efectuar este fim de semana uma visita a Nelas e zona circundante. A vista será a ruinas paleolíticas, antas, dolmens e afins. Se estivesses... com o risco de ouvires ressonar, pq a dormida é numa pousada da juventude ou similar, em camaratas de 4 pessoas. Deve ser giro e como já estás habituada a viver em comunidade...Ah e o preço é da uva mijona: 32€ Só mesmo a ARQA...
    Bem , fico por aqui. Bom regresso ao trabalho e q seja curta esta etapa. Bjs da tua amiga saudosa MM

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