Primeiro dia
Acordo cedo, tomo rapidamente o
pequeno almoço que não quero mas devo, e fico pronta para entrar na pic up que
o Jacinto conduzirá até à Escola de Referência de Maliana. São muitos nomes a
decorar: colegas, estagiários, empregadas, meninas e meninos timorenses que
mesmo debaixo de muita chuva se encaminham para a escola, esperam por mim.
Entro numa sala grande,
razoavelmente equipada mas sem luz porque há uma avaria e tenho à minha frente
24 meninos lindos e limpos na sua farda branca e cinza. Feitas as apresentações
mútuas com o Zé (estagiário) a ajudar na tradução de algumas palavras e ávido
em aprender, há que começar a trabalhar. Diagnosticar dificuldades e níveis de
aprendizagem serão os primeiros passos. Reuniões de docentes, de E.E., com os
estagiários, aulas de tétum para professores e de português para estagiários,
além das planificações de aulas, irão preencher os meus dias. Almoçamos em casa
da D. Filomena, facto que nos liberta da árdua tarefa de ir aos mercados de rua
procurar os produtos necessários para confeccionar as refeições. Para os
jantares teremos mesmo de o fazer. A ementa será sempre uma incógnita pois a
existência de produtos nas bancas depende do estado do tempo e do grau de
dificuldade em transportar esses produtos até ao local de venda.
Foram assim os meus primeiros
dias em Timor.
Parece que os dias vão ser preenchidos
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